Letícia *u* Foi tão espontâneo, eu estava lendo um livro e quando acabei, parei, olhei para a capa e falei isso. Daí corri para escrever em um papel ! hahahaa'
Esta semana eu estava atribulada de afazeres acumulados. E todos referentes ao que eu amo: escrever. Projetos literários para atualizar, organizações do blog pendentes e uma pilha de códigos HTML para mexer... Enfim, muita coisa. E aí numa conversa com uma amiga eu disse "eu não tenho tido tempo de fazer o que eu amo desde que estive na faculdade". E aí eu parei para pensar. E a Liz, minha amiga, também desabafava a mesma coisa: como a faculdade consome o tempo que outrora estaríamos gastando com atividades realmente prazerosas. Atividades realmente prazerosas. Atividades realmente prazerosas? Calma aí, o que eu estou fazendo? O que você está fazendo? Para quê estamos numa faculdade - e vamos concordar que demos um duro para estar lá - que nos consome a autoestima, alegria e prazer? Mano, eu não sei se hoje é realmente imprescindível fazer faculdade. Aqui em casa, eu sou a primeira da família a entrar na universidade pública. E vivo me perguntando s...
Ele bateu à minha porta. Eu abri. Ficou parado me encarando por um tempo. Coçou a nuca, olhou para a porta do apartamento vizinho. Abriu a boca num gesto de balbuciar algo. Ele não tinha voz. Colocou as mãos nos bolsos da frente da calça. Eu continuei parada o encarando e pensando em fechar a porta, logo. Voltar aos meus afazeres noturnos de sentar e escrever versos. Em choque, inesperada visita aquela. Um fio de esperança de ouvir algo, qualquer coisa, apenas pra eu poder dizer “fica”. Então depois de um tempo ali, sem gestos, sem vozes, sem nexo, eu lancei meu olhar ao chão seguido de profundo suspiro. Quando o encarei de novo, decepcionada, o olhar dele apresentava um misto de súplica e dor. Fracasso. Ele sabia do fracasso. Então, eu fechei a porta. Mas algo me impediu. Ele segurava-a com o pé. Abri novamente. Ele repetiu o balbuciar sem som e me estendeu a mão esquerda como quem diz: “Vamos, me ajude a acabar com isso…”. Ignorei. E já furiosa, no repente que fiz de bater com aquele...
Lindo *-*
ResponderExcluirLetícia *u* Foi tão espontâneo, eu estava lendo um livro e quando acabei, parei, olhei para a capa e falei isso. Daí corri para escrever em um papel ! hahahaa'
ResponderExcluir